Victorialand – Cocteau Twins (1986)

Aqui, definitivamente, temos um disco repleto de maravilhas extremamente bem pensadas. Nada esta aí por mero acaso, nada. Entender isso nos ajuda a compreender melhor a proposta dos Cocteau Twins, músicos que iniciaram no post-punk e transcenderam este estilo com uma fórmula muito própria.
Quem acompanha o blog, vem percebendo como eu tenho me interessado pela discografia desta banda. Mesmo que eu já conheça algum disco, é sempre importante ouvir com mais atenção para encontrar mais detalhes. A música hipnotizante de Victorialand (que inicia com a etérea “Lazy Calm” – algo como “Calma Preguiçosa”, numa tradução livre) impressiona por sempre surpreender a cada audição.

A descrição do álbum não tem como ser muito precisa. Os rótulos, como sempre, servem apenas como uma ajuda, uma espécie de placa para que você escolha seguir por este mágico caminho. Mesmo com simplicidade, este disco traz os vocais de Elizabeth Fraser com uma doçura inigualável, enquanto o instrumental embala o ouvinte como numa atraente armadilha sonora. Aqui, vale a pena se perder. Ouça, por exemplo, Feet-like Fins:
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Em atividade entre os anos de 1979 e 1997, Cocteau Twins é uma das principais bandas do cenário alternativo. Desenvolveram o estilo chamado dream pop e influenciaram o shoegaze. Mas, assim como qualquer rótulo, estes dois gêneros não restringem a música destes gênios.
Victorialand retoma a parceria entre Elizabeth Fraser e Robin Guthrie, sem contar com participação do baixista Simon Raymonde, que estava em outro projeto. A produção mais focada em instrumentos acústicos, ainda abusa de efeitos sonoros espaciais e inova até ao flertar com o estilo jazzístico no saxofone de Richard Thomas.
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